Açores, o coração da natureza

Os Açores inspiram os amantes da natureza. Entre verdes e azuis, e sempre com a predominância da água, ficamos presos a uma beleza fantástica de cores, formas, cheiros e sabores.

Recentemente, estive na ilha de São Miguel, nos Açores, com um casal de amigos. Nunca tínhamos passado férias juntos, mas foi uma aventura e tanto. Eu, que adoro a natureza, vim de lá de coração cheio com tanta beleza, boas caminhadas e muito repouso nas águas quentes das piscinas, no meio da vegetação. Para quem gosta deste tipo de férias, aconselho vivamente.

Ficámos alojados em casa de um casal fantástico que disponibilizou a sua casa e a companhia da sua cadelinha Neca! Sem dúvida, um casal com uma energia fantástica. Ensinaram-me que não devemos ser muito presos às coisas materiais e que podemos receber alguém que não conhecemos, de coração aberto, sem fazer juízos de valor antecipadamente.

Visitámos vários locais dos quais enumero alguns: Lagoa das Sete Cidades com o percurso da Vista do Rei; as Furnas e o belo cozido; a Lagoa do Congro; as praias de areia escura; a Lagoa do Fogo, a Caldeira Velha e como não podia deixar de ser o Parque Terra Nostra. Vejam algumas fotos na Galeria.

Na verdade não planeámos muito o que queríamos fazer. Deixámo-nos andar ao sabor do acaso e no fundo acabámos por fazer tudo o que queríamos. Eu sempre gostei de controlar e programar as viagens, mas estou a tentar mudar. Esta ida aos Açores mostrou-me que aceitar o que a vida nos dá pode-nos surpreender positivamente.

Quase todos os dias fazia uma caminhada e encontrei muita paz por entre as árvores centenárias de toda a ilha, as hortenses que cresciam por todo o lado e as águas quentes da Caldeira Velha e do Parque Terra Nostra. Até as vaquinhas transmitem alguma paz e serenidade. Lá, o ritmo de vida é bastante desacelerado.

Durante estes dias, acho que a minha alma regressou a casa. Senti-me familiarizada com todo aquele ambiente, até com o sotaque açoriano! Quem sabe se já não vivi pelos Açores noutras vidas!

Tive a oportunidade de confraternizar com várias pessoas e, apesar da maior parte delas ter sido pela primeira vez, parece que eramos todos uma grande família. Gratidão a todos aqueles que me acolheram de coração aberto. Para além disso, permiti-me observar os que me rodeavam, coisa que para mim sempre foi difícil. Aprendi muito. Revi-me nos comportamentos dos outros, bons e maus. Revi maneiras de estar que já tive e que não quero ter mais, vi situações que inicialmente critiquei e que depois reconheci que também já tive aquele comportamento e apercebi-me de maneiras de estar que um dia espero ter.

Os outros são espelhos para nós e nós para eles, basta querer ver. Ser eu no meio dos outros, não querer estar sempre a agradar, ou a ser politicamente correta, tem sido um desafio!

A minha maior aprendizagem nestes dias foi numa viagem que fiz de barco, para ver os golfinhos e os cachalotes. Descobri o que é ter verdadeiramente medo… mas essa história fica para um próximo dia! Até lá, sejam felizes!

5 thoughts on “Açores, o coração da natureza

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