De volta a casa, de volta ao meu centro

O verão foi agitado e cheio de aventuras, experiências, medos, alegrias e aprendizagens. Foi cheio de comidas boas, encontros familiares e culpa dos excessos! É bom estar de volta a casa, à minha casa, que sou eu. É bom estar de volta ao meu centro. A casa está toda desarrumada. Setembro é uma boa altura para recomeçar, criar algumas rotinas importantes, voltar a olhar mais para dentro, para o Eu e fazer planos para continuar a criar e a construir.

Olhando para os últimos meses, percebo que houve momentos em que me critiquei por andar naquela roda viva de diversões com os outros. Compreendi que o merecimento é uma coisa complexa de se lidar. Aceitar que mereço viver coisas boas, que mereço ser feliz e que posso fazer aquilo que mais me agrada é esquisito. Parece que é mais fácil ser escrava de uma rotina de trabalho-casa e casa-trabalho.

Houve momentos em que a minha Mente me dizia que eu tinha coisas para fazer, porque é que eu continuava em jantaradas, idas à praia e viagens de um lado para o outro. O meu Consciente interveio muitas vezes explicando-lhe que o verão não dura todo o ano e que também é bom aproveitar a vida e ficar rodeada por aqueles que estão comigo no momento. Mais uma vez entra aqui o merecimento. Nem sempre nos achamos merecedores dos prazeres e das coisas boas da vida e há um lado nosso que insiste em martirizar-nos porque nos sentimos felizes e contentes.

A maioria das pessoas tem férias durante os meses de verão. Entretanto as férias acabam e pelo que pude observar algumas entram em stress. Voltar à rotina do dia-a-dia e ir trabalhar é menos agradável do que ter alguns dias de festa, de animação ou de descanso. Para além disso, há muita gente que não gosta daquilo que faz e isso ainda é pior.

Durante muito tempo também pensei assim, queria era estar de férias. Mas agora, sempre que estas terminam encaro o regresso a casa com alguma alegria e satisfação, pois não quero ser feliz só nas férias, quero ser feliz todos os dias. Para além disso, é possível ser-se feliz a trabalhar naquilo que se gosta.

Ficar deprimido com o final do verão e com a mudança de tempo pode ser uma escolha. Tudo depende de como encaramos a vida. Basta estar aberto à hipótese de apreciar outras coisas e tudo muda. Quando eu mudo, tudo à minha volta muda!

Numa ida ao supermercado, deparei-me com a azáfama dos pais e dos filhos na compra do material escolar. Fez-me lembrar o meu regresso às aulas como professora. O fato de não estar a exercer também é uma das minhas escolhas, neste momento, mas, as minhas crenças enraizadas são tramadas. Aceitar, sem culpa, a responsabilidade das minhas escolhas ao ter deixado de dar aulas é um processo e como todos os processos tem o seu tempo. Permitir-me fazer outras coisas, coisas que eu gosto também é um processo. O cérebro está programado com aquela crença de que tenho de ter um emprego para poder sobreviver e tem dificuldade em acreditar que pode ser de oura forma.

Somos educados para sobreviver e não para nos escolhermos a nós, para escolhermos a felicidade. No entanto, estou feliz com as escolhas que tenho feito e vou continuar a reprogramar a minha Mente com aquilo que sente o meu coração.

Sei que estou no caminho certo!

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