A maternidade e eu

Hoje venho partilhar na escrita algo que me continua a perturbar. Para mim, o tema da maternidade envolve muitas emoções devido ao passado e ao futuro. Se me perguntarem qual é o assunto que ainda me provoca muitos medos é este. Não tenho medo de ser mãe, mas tenho medo de não o ser.

A maternidade, durante muito tempo, não foi uma primeira escolha na minha vida. Havia sempre coisas à sua frente, passos para dar, faltas de tempo ou situações que ainda queria viver. Quando descobri a endometriose tudo começou a mudar. A endometriose é uma doença caraterizada pelo crescimento dos tecidos do endométrio (interior do útero) fora da cavidade uterina, provoca dor e infertilidade.

Na altura, os médicos sugeriram que tentasse fazer uma fertilização in vitro, pois a gravidez poderia melhorar o estado da doença. Tudo foi feito, mas não aconteceu. Sujeitei o meu corpo a vários procedimentos e isso fez-me aprender várias coisas. Aquela que eu fui fez o que achava mais correto e isso é o que interessa.

O tempo passou, a vida mudou e o verdadeiro desejo de ser mãe apareceu. Junto com ele também surgiu o medo, a frustração, a culpa e a tristeza. Fiz tratamentos de acupuntura, mudei a minha alimentação e o meu estilo de vida. Este tem sido um processo para ter alguma qualidade de vida. Estou muito melhor, consigo passar sem medicação para as dores o que é maravilhoso. No entanto, o desejo de ser mãe continua cá.

Tenho alturas que não quero pensar sobre isso, mas tenho outras em que me sinto perdida, sem saber se estou a fazer as escolhas certas. Bem, já me disseram que quando estamos perdidos é porque estamos no caminho certo! É quando me perco que me encontro.

Sinto-me um pouco cansada de andar à procura de algo que não tenho. Quando li o livro O Factor Atracção de Joe Vitale, que fala sobre os cinco passos para criar riqueza e alcançar a felicidade, percebi que o quinto passo seria o mais difícil. Só por curiosidade deixo-vos aqui os cinco passos para atrair algo: 1) Saiba o que não quer; 2) Selecione o que realmente quer; 3) Liberte-se de todas as crenças negativas ou limitativas; 4) Sinta a sensação de ter, fazer ou ser aquilo que deseja; 5) Desligue-se do objetivo, enquanto age de acordo com os seus impulsos intuitivos, e deixe que os resultados se concretizem.

Melhor ou pior, já passei pelos quatro primeiros passos, mas quanto ao quinto… socorro! É extremamente difícil. Mas acreditem, eu sei que é isso que tenho de fazer, para me libertar de uma série de coisas que trago. Segundo o autor do livro, quando desejo alguma coisa, mas consigo viver sem ela, aumentam as minhas hipóteses de a obter. Aconselho a leitura deste livro.

O meu Ego tem sempre pressa que tudo se resolva e acha que se eu não me esforçar, não chego a lado nenhum! Quando nos esforçamos, aumentamos a força do Ego, pois ele acha que está a fazer algo meritório e só assim funciona. Estou cansada dele! Preciso de me desligar daquilo que desejo. Chegou a altura de largar. Enquanto eu andar atrás da maternidade, ela vai andar sempre à minha frente. Continuo a querer ser mãe , no entanto aceito o que o Universo tiver para mim.

Não escrevo isto de ânimo leve… tenho a Mente e o Ego a buzinarem ao meu ouvido, o Subconsciente e a Memória a relembrarem-me das emoções mais densas e dos medos de não conseguir, caso largue. Mas é ao meu Consciente que tenho de dar importância. Tudo tem o seu tempo. Andei anos a não ouvir o meu corpo e a não cuidar dele, também lhe tenho que dar tempo.

É hora de largar, nós não controlamos nada!

7 thoughts on “A maternidade e eu

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