O amor e as suas múltiplas facetas

Tenho percebido que o amor tem múltiplas facetas. Este sentimento é tão vasto e ao mesmo tempo tão sublime que tenho alguma dificuldade em descrevê-lo. Estou consciente que ainda não conheço muitas das suas facetas, mas de vez em quando consigo ser surpreendida com mais um aspeto do amor que eu desconhecia. Depois de uma conversa com uma amiga, em que escutei mais do que falei, a minha curiosidade foi aguçada com um tema que ainda não me tinha passado pela cabeça.

Quando me permito escutar, ficar como ouvinte ou simplesmente observar, aprendo muito e posso mais tarde olhar para mim, para a minha vida e verificar como é que aquele assunto se reflete em mim. Depois da conversa, percebi imediatamente que aquilo também me dizia respeito e deixei-o a fermentar cá dentro. Ora cá estou eu a teclar sobre isso e a refletir. A escrita tem essa vantagem, quando me permito fazê-lo ela revela aquilo que sinto e é um meio de comunicar comigo mesma.

Voltando à questão que me deixou a pensar, pude constatar que ao olhar para trás, a vida inúmeras vezes me pressionou e colocou em situações em que eu me deveria ter escolhido a mim, em que podia ter refilado, ter dado um murro na mesa, ter dado um basta em certa situações. Nestas condições passaram por mim inúmeras pessoas, desde a adolescência até agora. Não o fiz, fui fazê-lo exatamente com a pessoa de quem gosto… porquê?

A tal conversa ajudou-me a refletir que foi com esta pessoa porque o sentimento que tenho por ela é diferente de todos os outros que já tive. É mais fácil fazer certas escolhas, bastante difíceis até, com as pessoas que amamos porque as amamos. Isto parece controverso, mas não é. Todas as reações que tive e o afastamento que escolhi foram porque no fundo eu sabia que a minha escolha também era benéfica para ele. Ou seja, para o outro ficar bem eu escolho afastar-me. Esta é uma forma de amar que eu nunca tinha sentido.

Inicialmente, achei que me estava apenas a escolher a mim, mas não. O amor permitiu-me afastar-me de alguém por achar que esta é a melhor escolha não só para mim mas também para o outro. Sei que corro imensos riscos, sei que não sou dona de ninguém… mas muitas vezes achei que sim. Achei que os outros me pertenciam. Como estava enganada. Esta reflexão não significa que já o libertei completamente das minhas expetativas, mas faz-me ter consciência disso.

Escolher o amor e não o medo é uma nova aprendizagem, muitas vezes dura de se fazer. Ainda não sei bem como se faz, sou muito pioneira neste assunto, mas dou por mim a fazer escolhas que nunca me tinham passado pela cabeça. Quanto mais aprendo e mais sei, mais pequena me sinto num universo tão vasto de informação. Há dias em que só me apetece refugiar na carapaça da tartaruga e ficar por lá, sem fazer nada, sem pensar, nem me mexer. Às vezes só me apetece sair do meio do temporal da vida… mas depois penso… e o que é que fazias a seguir? Ias perder este processo de transformação?

Poder até podia, mas não era tão mágico! É nas pequenas conquistas e nas pequenas superações que descubro a grandiosidade da vida e como é bom estar  consciente dela.

3 thoughts on “O amor e as suas múltiplas facetas

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  1. Identifico-me tanto com esta ideia: “A escrita tem essa vantagem, quando me permito fazê-lo ela revela aquilo que sinto e é um meio de comunicar comigo mesma.” ❤
    E em relação a escolher o Amor em vez do medo, também me tem sido uma grande reflexão nas últimas semanas. De tal forma que já escrevi 5 textos sobre o tema! 😀

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