Inquietação

Hoje a manhã foi agitada. Telefonemas, saídas, resolução de situações, compras no supermercado… apesar de ter resolvido uma série de situações que não quero deixar pendentes, continuo a sentir-me inquieta. Bem, algumas delas não resolvi, só tomei conhecimento da sua existência e se calhar é por aí que continuo inquieta. De qualquer forma, resolvi escrever sobre a inquietação.

A inquietação deve-se à ansiedade e o papel dela na nossa vida é ajudar-nos a estar preparados para algo que pode acontecer. A ansiedade prepara o organismo para se proteger e afastar do que pode ser perigoso ao alertar-nos para uma situação imaginária ou real que avaliamos como ameaçadora ou desafiante.

Ora até aqui a ansiedade parece uma boa ferramenta que pode ajudar nos momentos mais complicados. Pode até ser, se a Mente não se agarrasse às situações imaginárias e as transformasse em medos e mais medos. A ansiedade tem a sua família: o receio, a preocupação, a aflição, a desconfiança, o desespero… imaginem esta família toda junta! O corpo ganha uma determinada adrenalina e o coração não para. Fica-se agitado, inquieto e há uma grande dificuldade em controlar o corpo. Por vezes não conseguimos dormir ou mesmo descansar. É desconfortável e foge ao nosso controle.

Nunca lidei muito bem com a ansiedade e seus familiares. Lembro-me perfeitamente quando tirei a carta de condução. Eu e o instrutor não éramos os melhores amigos, claro está! Então enquanto esperava que o carro de condução chegasse, quase que me dava um fanico! Depois quando entrava no carro a coisa passava. Esta é uma situação extrema em que tinha muito medo de fazer coisas erradas enquanto conduzia. Passei à primeira e acho que a maior parte dos medos eram invenções da minha cabeça. É aqui que eu acho que está a gravidade do problema. A ansiedade é importante e tem a sua função, o problema é que nunca fomos ensinados a lidar com ela, nem a perceber para que serve.

Voltando ao dia de hoje, depois de uma breve leitura de mim mesma e do meu estado de espírito, claro que percebi o que me estava a deixar ansiosa. Este estado faz-me vibrar no medo, coisa que não quero, pois não é um bom sítio para se estar muito tempo. Depois de assumir para mim mesma as situações pelas quais estava com receio, senti-me um pouco melhor. Relembrei a minha Mente e o meu Ego que não controlo nada e o que tiver de acontecer acontecerá. Dá trabalho andar sempre a policiar estas duas personagens e a relembrá-las das diferentes aprendizagens que tenho feito sobre a vida.

A infelicidade aparece no momento em que deixo de viver no presente e fico muito preocupada com o futuro. Até me esqueço de usufruir do que existe à minha volta, do tempo livre, do conforto e de outras coisas que me dão satisfação. Parece que o meu corpo bloqueia e não faço nada de jeito. A minha Mente fica ocupada com imaginações férteis e o tempo passa sem que eu perceba. Quando dou conta o dia passou, o tempo passou e a vida também!

Para que tudo não me pareça ameaçador, desafiante, exigente, perigoso e difícil é preciso tranquilizar-me. Esta dura tarefa cabe ao meu lado Consciente. Eu dou nome às minhas diferentes facetas, pois acho mais fácil para eu entender quem anda a controlar a minha vida! A minha cabeça às vezes é uma multidão de gente e a vossa?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: