A surpresa

É quando o dia que está a decorrer te parece igualzinho aos outros que surge a surpresa. Hoje foi mais um sábado como tantos outros, com tarefas semelhantes àquelas que tenho feito noutros sábados, até chegar a uma certa altura do dia e um telefonema mudar tudo. Do outro lado da linha estava uma voz muito querida e animada a convidar-me para lanchar. Não estava à espera deste convite, mas quando ele surge de alguém pequenino e especial, toma outra dimensão. A surpresa é maravilhosa pois faz com que procuremos formas de nos adaptar ao inesperado.

A Francisca convidou-me para ir lanchar a casa dela, pois o irmão fez anos, e este foi um pretexto para eu ir até lá. A Francisca é uma amiga que eu fiz há uns tempos. Ela ouvia falar de mim e eu dela através de alguém que nos liga. Ela leu algumas das histórias infantis que escrevi e deu o seu aval positivo. Para mim foi muito importante pois ela tem 9 anos e uma sinceridade aguçada! A maior parte das crianças têm a capacidade de dizer a verdade e aquilo que sente, o que é bom, para quem suporta ouvir as verdades.

O mais engraçado é que as diferentes atividades que tinha programadas para hoje decorreram de forma a eu estar livre a partir de uma certa hora. O Universo quando conspira a favor, a situação tem tudo para dar certo! No caminho parei três vezes, o pôr-do-sol estava magnífico por detrás de uma grande quantidade de nuvens que estavam no céu. Aproveitei e tirei algumas fotografias, foi uma surpresa maravilhosa. Partilhei uma convosco!

Quando cheguei a casa da Francisca deparei-me com uma série de pessoas que não conhecia e outras que conhecia. Tive a leve sensação de me sentir um verdadeiro ET no meio daquelas pessoas, pois não é um espaço que frequente por natureza. Mais uma vez a surpresa e as emoções da sua família entraram em ação.

Afinal as emoções da família da surpresa servem para quê? Elas são importantes pois alertaram-me para algo que aconteceu de forma diferente do que estava à espera que acontecesse. De um modo geral, na vida, ao perceber que as coisas aconteceram de forma diferente, desenvolvo capacidades e estratégias para me adaptar à nova situação. Se não sentisse as coisas acontecerem de forma diferente do que estava à espera, corria o risco de não me adaptar às mudanças.

A minha primeira reação ao telemóvel, quando a Francisca me convidou, foi aceitar. Fiquei muito feliz com este convite e todas as minhas células sorriram! De seguida parece que “me caiu a ficha”… vais a esta hora para casa de alguém em que a tua presença não é habitual, pior, a casa tem uma série de gente que não conheces e depois tu não sabes bem o que fazer. Estes pensamentos duraram uns instantes, pois como a energia no meu corpo aumentou e as sensações agradáveis também, decidi ir e depois logo via o que fazer perante aquilo que ia encontrar.

Correu tudo bem. É bom fazer novos amigos e conhecer outras pessoas. Deixar entrar o entusiasmo é como despertar um deus que existe dentro de nós. Quando nos deixamos levar por ele, sentimo-nos todo-poderosos, capazes de qualquer coisa! Li estas palavras no livro Emocionário e adorei.

Também há surpresas menos boas… a função é a mesma, desenvolver capacidades e estratégias para me adaptar à nova situação. Mas essas, as menos boas, vamos deixar para falar noutro dia!

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