Sentir a falta uns dos outros

Avizinha-se o final da formação que estou a frequentar e começa a notar-se uma certa nostalgia no ar. Por mais que o grupo se queixe disto ou daquilo, faça uma birra pelo excesso de barulho, pela falta de Internet ou porque as casas de banho estão fechadas, vamos sentir falta uns dos outros. Quer dizer, acho que algumas pessoas vão! Eu vou.

Ainda falta uma semana e meia para acabar, no entanto foram três meses de convívio, praticamente diário entre 20 pessoas. Houve lanches com bolos e coisas doces, houve risos e gargalhadas e abraços em momentos difíceis.

De inicio, a maior parte era desconhecida e como em todos os grupos não nos aproximámos muito. Com o passar do tempo fomos falando uns com os outros, com os colegas do lado e com os formadores. Deixámos de ter vergonha e mostrámos os feitios de cada um! Uns mais refilões, outros mais brincalhões, uns calados e outros mega faladores.

Também encontrámos formadores com personalidades muito diferentes. Uns mais calados e reservados, outros mais brincalhões que nos conseguiam levar com as suas piadas e ainda aqueles mais sérios que tinham de impor a ordem, caso contrário não conseguíamos fazer o esperado a tempo e horas. Sempre fomos um grupo cheio de personalidades fortes. Talvez porque a maioria das pessoas já se encontra numa idade em que não leva desaforos para casa. Hoje até brincámos com a situação e alguém disse que se algum destes formadores nos encontrar noutra formação, foge e se recusa a dar formação a estas malucas!

Estamos só na brincadeira, nós não somos assim tão más pessoas. Somos um grupo que sempre acarinhou os colegas que estavam a passar por dificuldades emocionais, por mais mau feitio que tenhamos, no geral somos pessoas com um coração grande. Durante estes meses, ir até àquele espaço das nove às dezassete, foi como uma terapia. Tínhamos companhia, estávamos entretidos e não pensámos nos outros problemas que ficavam em casa.

Na realidade, fazer um plano de marketing e um plano de negócios não é a coisa mais fácil do mundo, principalmente, para alguém como eu que nunca tinha lidado com estes projetos. Houve alturas em que nos apeteceu a todos desistir ou desligar o computador e cruzar os braços. No entanto, estamos todos a uma semana e meia do final, por isso está quase.

Acho que vou sentir falta das piadas, das conversas e das birras do pessoal. Falta do carinho e das aprendizagens que fiz com todos eles. Durante este tempo tenho tido a hipótese de observar um grupo de pessoas na mesma sala, a lidar cada um com os seus problemas e com os problemas do grupo. Sempre nos apoiamos mutuamente e sou grata por isso.

Encontrei muitos “espelhos” que refletiram comportamentos meus e com eles pude ver mais um bocadinho de mim. Espero cruzar-me com algumas destas pessoas por aí, principalmente aquelas com quem estabeleci mais afinidade.

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