Paralelismos entre crianças e adultos

Como já deram conta tenho escrito sobre a formação que estou a frequentar. Por lá tenho aprendido muitas coisas, estive perante muitos desafios e aprendi mais um pouco sobre mim. Quando vivemos em grupo somos constantemente desafiados, pois cada pessoa tem a sua maneira de ser e muitas vezes choca com a nossa. É em grupo que fazemos a maior parte das aprendizagens. O meu lado de professora de crianças dos 6 aos 10 anos foi muitas vezes comigo à formação e andou por lá a observar! Vi imensos paralelismos entre as crianças e os adultos em sala de aula.

Os comportamentos da turma levaram-me muitas vezes ao passado e revi momentos entre mim e os meus alunos. Todos os formadores que nos acompanharam tiveram muita paciência para lidar connosco e repetiram a mesma informação vezes sem conta! Ora onde é que eu já vi isto?! Às vezes dava-me muita vontade de rir, não das colegas, mas porque percebi que adultos e crianças têm mais em comum do que o que se pensa. A risota era uma constante e não ouvir à primeira era o prato do dia.

E isto aplica-se a todos no geral, incluindo a mim. Eramos uns faladores, tão faladores que fomos várias vezes ameaçados com a fita cola! Uma das formadoras dizia na brincadeira, quando queria que nos calássemos… “olha a fita cola!”. Estávamos distraídos outras tantas vezes e depois não ouvíamos o que nos era dito. Às vezes os conteúdos eram tão complexos que ficávamos aborrecidos e a Mente distraía-se com outra coisa qualquer. Até havia alturas em que aparecia uma placa que dizia…”intervalo se faz favor!”. Era tudo na brincadeira, mas na realidade alguns de nós apercebiam-se que precisavam de um momento de pausa pois era difícil estar atento.

Bem… vamos pensar naquilo que os pais costumam dizer aos seus filhos: “Porta-te bem”, “Está com atenção”, “Ouve a professora”, “Não podes estar sempre na conversa com o colega senão não ouves o que a professora diz”, “Não faças birras, não podes ter tudo o que queres”… e muitas outras frases que tão bem conhecem. Se tiverem filhos que andem na escola, de certeza que vos está a passar pela cabeça algumas frases que costumam dizer.

E estes pais, como é que eles se comportam quando vão “à escola”? Quando estão sentados a ouvir informação e a fazer trabalhos durante algumas horas? Pois é, eu acho que se comportam como os filhos e há dias que são ainda piores! Não estou a dizer que são todos, mas… anda lá perto. Ora eu como professora também tenho uma postura e como aluna tenho outra!

Será que nos conseguimos colocar no lugar das crianças de vez em quando e percebê-las? Será que paramos para as observar e tentar compreender porque se comportam de determinada maneira?

Fica o desafio, vamos olhar para as crianças que nos rodeiam como um espelho nosso, onde é que nos vemos refletidos? Nas birras e no mau feitio das crianças, nos silêncios e no medo de falar, ou ainda no isolamento ou nos comportamentos exagerados que só servem para chamar a atenção.

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