A fotografia e a vida

Desde que tenho o blog que despertou em mim um bichinho relacionado com a fotografia e como a curiosidade fala mais alto comprei um livro do fotografo Joel Santos: Fotografia – luz, exposição, composições, equipamento. Comecei hoje a folheá-lo e as imagens são realmente surpreendentes, assim como os primeiros textos que li. Dei conta que o ato de fotografar está imensamente relacionado com a vida.

O autor mostra-nos que fotografar é um ato tão único e singular que torna o fotógrafo um ser especial que capta um momento exclusivo da vida. Quando se tira uma fotografia, aquele momento é único, nunca mais se repete e essa também é a característica da vida. Cada momento é ímpar e não volta a repetir-se, mesmo que o tentemos fazer.

Isto parece uma coisa tão óbvia, mas nós como vivemos a achar que ainda há tanto para viver nem pensamos como este momento está a ser importante. Nada na vida se repete, logo todos os momentos fotográficos jamais se voltam a repetir. Isto faz-me pensar que cada momento é especial e que uma fotografia não se deve deixar para depois. Já parei em sítios inesperados, já estive em locais esquisitos e já fiz alguns quilómetros só para tirar uma fotografia e ficar com aquele local ou momento guardado.

Aquele pôr-do-sol que tanto adoro, aquele sorriso que quero muito guardar, aquela paisagem ou aquela pessoa. A minha pequena experiência fotográfica tem-me mostrado como é difícil captar a beleza de certos momentos ou paisagens e com este livro percebi que há muito para a prender.

A vida também é efémera, não devemos deixar o abraço para amanhã, o pedido de desculpas, o amo-te muito ou mesmo o olhar para as feridas e compreender o que há a fazer para as sarar.

Somos criaturas frágeis, não temos a vida nas mãos, mas gostamos de viver como se fossemos feitos de aço ou pelo menos achamos que somos. Tratar de nós fica muitas vezes para depois, dizer que não ou assumir que estamos cansados e exaustos com certa situação, são coisas difíceis e quando vamos a ver, a vida passou e se não forem as fotografias aos memórias perdem-se no tempo.

Hoje em dia quase que já não temos fotografias em papel, é tudo digital e tiram-se muitas. Isto tem as suas vantagens e desvantagens… como tudo!

Eu vou continuar a deliciar-me com o livro e a treinar a fotografar por aqui e por ali.

3 thoughts on “A fotografia e a vida

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  1. Fotografar é marcar para sempre o instante como bem disse. Eu amo a fotografia mas nem sempre posso ou estou preparado para tal ato. Uma vez escrevi que as imagens que guado em memória se fossem postas em fotos ou quadros seriam uma bela visão, mas até para tanto devemos desenvolver técnica e talento, quem sabe se ainda não chega a mim esse momento. Se gostou de fotografar e se tens o tempo e as circunstâncias propícias, faça-as e saberás que tudo isso é uma grande delícia. Vou ficar torcendo para que fotografe muito e que possa algumas delas partilhar, saberás com isso que muitas pessoas com suas imagens irão passear. 😀

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